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Turismo além do convencional

  • Foto do escritor: Matheus Henrique Almeida
    Matheus Henrique Almeida
  • 6 de nov. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 12 de nov. de 2024

O que fazer de diferente nos diversos cenários da África


O continente é muito conhecido por seu ecoturismo, a maioria dos visitantes viajam para ver as savanas e florestas. Porém não é só isso que existe na África, além de suas exuberantes paisagens, também existem diversos locais muito interessantes marcados por diferentes histórias. Aqui estão 5 exemplos.


1 A Ponte Tower é um exemplo marcante de arquitetura brutalista e uma peça importante da história social e urbana de Joanesburgo. Construída em 1975, a torre de 173 metros de altura foi projetada durante o apartheid, com apartamentos voltados para o exterior destinados a famílias brancas ricas e os apartamentos internos, mais sombrios, para os trabalhadores negros.


Após o fim do apartheid, a área ao redor da Torre Ponte, no bairro de Hillbrow, se deteriorou, e a torre se tornou um centro de criminalidade, com gangues dominando o prédio. A negligência e o aumento da violência fizeram com que o edifício fosse abandonado, e, em alguns momentos, o lixo chegou a acumular-se por vários andares no pátio central.


Hoje, a Torre Ponte ainda é o prédio residencial mais alto da África e está sendo renovado sob nova administração, com o objetivo de recuperar sua funcionalidade e melhorar a segurança. Embora a área ainda enfrente desafios, o prédio passou por melhorias e continua a ser um símbolo da transformação urbana e social em Joanesburgo.




2 A Cuna da Humanidade (Cradle of Humankind) é um sítio de 180 milhas quadradas (cerca de 465 km²) ao noroeste de Joanesburgo, famoso por ser o local de descoberta dos fósseis de hominídeos mais antigos já encontrados.




O Centro de Visitantes Maropeng abriga um pequeno museu que explora a história da região. Entre as atrações estão fósseis de alguns dos primeiros ancestrais humanos, exposições interativas de ciências e uma coleção de fotografias e artefatos que detalham a evolução humana. Esse local é uma das áreas mais importantes do mundo no estudo da pré-história, proporcionando um vislumbre sobre os primeiros passos da humanidade.





3 - No Antigo Egito, o Nilômetro era um instrumento usado para medir o nível das águas do Nilo e prever seu comportamento, o que era crucial para a agricultura. Havia três tipos de nilômetros, e exemplos podem ser vistos em várias partes do Egito. O nilômetro mais simples era uma coluna alta em um poço de estabilização, como o que ainda pode ser visto na Ilha Rhoda, no Cairo. Ele era usado por sacerdotes para medir os níveis da água e prever se haveria seca, boas condições para a colheita ou uma enchente catastrófica.


Outro tipo, encontrado na Ilha Elephantine, tinha degraus que levavam ao Nilo, com marcas nas paredes indicando os níveis da água. O terceiro tipo, no Templo de Kom Ombo, levava a água do Nilo para um reservatório através de um canal. Esses nilômetros eram usados apenas por sacerdotes e governantes, que os usavam para prever o destino das colheitas e também para determinar impostos.





4 - O Palácio de Ferro ,na Angola, apesar de sua pintura amarela e aparência moderna, é construído quase inteiramente de ferro. Embora a origem exata do edifício seja incerta, circula um boato de que foi projetado por Gustav Eiffel, o mesmo engenheiro responsável pela Torre Eiffel.


O edifício foi construído no final do século 19 e, de acordo com a lenda, chegou a Angola após um navio que transportava suas peças pré-fabricadas ter desviado de seu curso e sido apreendido pelas autoridades portuguesas. Embora não haja registros oficiais confirmando a autoria de Eiffel, muitos acreditam que ele tenha sido o responsável pelo projeto. Inicialmente, o edifício foi utilizado como um centro cultural, mas com o tempo foi abandonado e começou a se deteriorar, especialmente devido à umidade local.




Após décadas de negligência, o Palácio de Ferro foi restaurado na década de 2010, com o apoio de uma empresa de diamantes e fundos municipais, reabrindo para o público em 2016. Porém, a questão sobre qual será seu uso futuro ainda não foi decidida. Duas opções estão sendo cogitadas: transformá-lo em um museu de diamantes ou em um grande restaurante. No entanto, a dúvida persiste sobre a verdadeira autoria do projeto, e talvez nunca saibamos se Eiffel realmente teve alguma ligação com a construção.




5 - Nos arredores da cidade central de Minya, no Egito, encontra-se o cemitério Zawiyyet al-Mayyiteen, também conhecido como a "Cidade dos Mortos". Considerado um dos maiores cemitérios do mundo, ele é uma enorme necrópole, mas o que realmente impressiona não é apenas o seu tamanho, mas sua beleza provocante.

O cemitério é formado por incontáveis cúpulas cônicas brancas que se estendem por uma vasta planície, criando uma aparência semelhante a ondas no mar. Cada um dos vários centenas de mausoléus de tijolos de barro é coberto por uma cúpula. A necrópole se estende por vários quilômetros e foi utilizada tanto por muçulmanos quanto por cristãos coptas.

Na extremidade do local, encontram-se algumas tumbas escavadas na rocha datadas do Antigo Império, além de uma pequena pirâmide em degraus da 3ª dinastia, que se destaca por ser a única pirâmide construída na margem leste do Nilo.

O cemitério é especialmente impressionante ao nascer e ao pôr do sol. No entanto, os visitantes devem estar cientes de que o local ainda é um cemitério ativo, por isso é importante serem respeitosos e vestirem-se modestamente.




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2024 por Matheus Almeida

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